Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

01
Jul 06

Confesso que esperava a estreia desta novela com expectativa.

Ninguém Como Tu, foi a primeira obra de Rui Vilhena no género, em Portugal. Um argumentista que mostrou que não precisamos recorrer aos clichés de segunda categoria (refiro-me ao Dei-te Quase Tudo, a produção mais xarope dos últimos anos) para fazer uma boa trama.

Esta segunda obra mostra o quanto o argumentista evoluiu e está predisposto a mostrar.

 Em apenas 12 episódios já se delinearam linhas de ataque, mostrou-se que mesmo as pessoas mais perfeitas estão prontas para cometer um erro para alcansarem um desjeo, ou para protegerem alguém, e que na vida real não existe preto e branco, mas sim uma camada de cores para definirem as pessoas. Aqui bons e maus misturam-se e mudam de pele a cada episódio.

 E depois há o trabalho de actores. Perfeito! Com a excepção da Debora Monteiro, que dá vida a Helena, toda a gente está ali a marcar o seu espaço, como se estivesse numa boa obra de cinema.  Até actores antes considerados de segunda, como o Hugo Tavares, que faz de Afonso, aqui está brilhante. A luxúria que aquele personagem exala é realmente do outro mundo. E a Margarida Vila Nova...ah vilã desgraçada. E aquela megera da Lídia, a cargo de Manuela Couto... ah raça!

Não há quase nada a apontar a uma obra segura, forte e capaz de agarrar qualquer um ao ecrã. O argumentista bem disse que tanto a escrita como a montagem de imagens ia seguir as séries Nip & Tuck, Lost, Desperate House Wives e Quer as Folk. Até agora tudo foi cumprido. Sequências rápidas, interessantes e sem momentos mortos.

Parabéns TVI

publicado por Psyhawk às 11:56

Julho 2006
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