Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

22
Set 06
Já lá vão quase dez anos (oh god...isso quer dizer uam década...socorro!) desde que disse adeus à capa e á batina. Foram 4 anos e pouco felizes, sem preocupações de maior e que me deram bons amigos e me mostraram que o amor não está assim tão longe. Foi também ai que descobri que até sei escrever umas coisas e onde me formei para fazer aquiilo que hoje faço. 
 
Hoje de manhã, enquanto estava na rua, antes da milionésima chuvada, reparei nuns jovens que se encaminhavam aqui para a zona, vestidos a rigot...pensavam eles. Estava lá a capa e a batina...mas cheios de turns and twists! Fiquei triste, apesar de já terem passado dez anos, ao ver que a tradição já não é o que era e que poucos ou nenhuns sabem como vestir o trage académico ou como seguir pequenas, mas engraçadas tradições. Por isso mesmo deixo aqui uma explicação.

Eu sei que já me chamaram fundamentalista, que até já fui gozado por isto...pelo menos durante 4 anos, mas o certo é que durante todo o meu percurso académico universitário, tive muita honra e jeitinho para as tradições académicas, fossem elas as praxes- tanto amigos ai fiz- , as loucuras de quinta ou quarta á noite que organizei, os ralis das tascas, a benção das fitas e um sem número de tantas outras actividades, sempre acompanhado, claro está da pesada capa capa e batina!

Atenção, não fui o único! Muitos seguiram o exemplo que nos foi deixado pelos veteranos anteriores; tradições simples mas que, como mandam as regras académicas, para quem as gosta de usar ao peito, nos punham todos num pé de igualdade, uma vez que fosse na vida. Afinal, durante quatro anos, eramos todos iguais, vestidos da mesma maneira, sem que ninguém soubesse quem era o mais rico, o mais pobre, o mais feliz ou infeliz...excepto pelas notas de conto na carteira, mas isso é outra história!

 Por isso é com quase irritação que vejo algumas tradições com que fui buzinado, vezes e vezes sem conta, e que passei, buzinando também, a caloiros que depois se tornaram colegas, as mesmas regras. Que, segundo ainda sei, persistem...mas... mas como diz, uma marca de Wisky que anda para ai: a tradição já não é o que era.


E ver trajes pervertidos é o que não falta


Elas: sainhas justas, malas, brincos, saltos de 10 cms, pintadas até mais não...


Eles: óculos de sol, camisas brancas mescladas, etiquetas o mais visiveis possíveis, capa a mais de 100 metros, batina do tamanho de um casaco...


E isto são só algumas das regras que vi pervertidas até agora...


E como um bom tradicionalista que fui e sou, apenas neste aspecto, aqui deixo algumas regras, que peço, que cumpram! Não custa nada e é tão mais engraçado...pelo menos se se consideram assim tão académicos...


Elas: saia, apenas 4 dedos acima do joelho, não travada; casaco pouco cintado ou quase nada. Emblemas e pins de capa e batina impares. Proibidos óculos de sol, brincos indiscretos ou grandes, malas, pulseiras, camisas de folhos. Sapatos de tacão.


Eles: batina de tamanho correcto, pins e emblemas, na capa e batina em número impar. Nada de piercings, óculos de sol, malas, brincos vistosos. Sapatos de corda.


A todos: nada de livros ou malas. A única coisa onde podem transportar  é na capa de estudante, preta e discreta- normalmente com o símbolo da faculdade. Emblemas e pins devem ser dados. Rasgões, apenas no quarto ano. Capa cruzada apenas no quarto ano, ou em noite geladas. Cada capa deverá ter dobras consoante o número de anos que faltam para acabar o curso.


Quem não cumprir as regras...

...Antes havia penas parvas, mas que mostravam o que era a tradição...mas andar para ai com uma tesoura só por andar...ainda me julgavam mais maluco do que sou


Será pedir muito manter estas tradições?

publicado por Psyhawk às 14:43

1 comentário:
10 Anos?!??! Ai rapaz porquê que me lembraste disso... dito assim é muito pesado...

jokas
Ana
ANA ABREU a 28 de Setembro de 2006 às 11:39

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