Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

03
Nov 07

Todos sabem que tenho a mania de dar opiniões sobre tudo. Especialmente música. E é isso que volto aqui a fazer.

Desta vez referindo-me ao novo CD de Britney Spears, Blackout

 

 

Os últimos anos da carreira da princesa da pop tem sido mais dedicados aos escândalos do que à música. São casamentos e divórcios, filhos sem eira nem beira, álcool, muitas fotos sem cuequinhas e demasiada informação para qualquer cérebro computar. Quanto mais o desta menina, que há muito foi queimadinho, pelas drogas, sexo e rock n'roll....(mas não é essa a máxima das estrelas?)

Por isso Blackout tinha tudo para ser o pior disco do ano. Afinal um trem desgovernado nunca consegue parar no momento certo. Quanto mais na paragem correcta.

Era por isso de esperar um disco vergonhoso. Um amontoado de canções atiradas um pouco ao acaso. Mas o que se assiste é algo completamente diferente...

Depois de um surpreendente excelente single, Gimme More, ficou a expectativa: seria o resto do CD assim tão criativo? Estariamos perante uma revolução? Ou Britney teria mesmo recuperado? havia também a hipótese de termos sido enganados...

A verdade é essa mesma. Britney excede-se num CD brilhante. Mas há um senão: é que as músicas podiam ser cantadas por qualquer outra pessoa, que seriam brilhantes na mesma. Britney tem pouco ou nenhum input no CD. Ser dela ou de uma artista qualquer convidada para cantar por meia dúzia de produtores é o mesmo! É que é notória a ausência da cantora ao longo de todo o processo. Ela foi lá apenas cantar umas linhas e deixou o resto nas mãos da produção. Eles sim são a alma do disco. Quanto ao resto...

Á medida que o CD passa de música em música é notória a frieza com que as músicas são cantadas. A forma mecânica como se geme, canta, se respira. É como um frete. Mas se num qualquer outro CD isso mataria as canções, aqui é isso que o torna brilhante. Como é que isso é possível? Graças às mãozinhas de tipos como Danja, Blooshy e Avant o disco brilha. Todas as canções são surpreendentes, e cheia de sex-appeal causadas pelas mãozinhas brilhantes de quem mexe nos aparelhinhos de um estúdio.

Começando por Gimme More, passando pelo eléctrico Radar, a ode ao strip tease Get Naked, até aos trendy Toy Souldiers e Piece of Me (a fazerem lembrar as produções de Timbaland) ao pop sintético de Ooh Ooh Baby. Todo o CD é um apelo às pistas de dança e claro está aos clubes de strip tease, ou não fosse o gemido um dos principais ingredientes deste CD com apenas 12 músicas.

Britney está quase ausente. Por vezes a sua voz é quase comida pelo excesso de produção. Mas é isso que é brilhante. É isso que torna o CD um iman para as pistas de dança e para ouvir numa noite gélida de inverno.

Quem diria que a ausência da estrela seria o melhor que lhe podia acontecer? Porque quando Britney aparece, e garanto que é muito pouco, apenas em Freakshow e na baladinha ao lado de Pharel Williams (que já teve os seus tempo) as coisas tendem para o trágico e digo-vos, são momentos a saltar...há tanta outra faixa boa no CD.

 

publicado por Psyhawk às 18:18

1 comentário:
Nunca gostei da Britney , gosto apenas da canção Toxic ", pelo que não tinha grande expectativa neste CD. O disco é francamente mau, ouvi os primeiros 30 segundos de cada canção e chegou. Gimme Gimme " só se safa graças ao video, que nem sequer é original... Mas uma coisa é certa, o raio do disco vai vender que se vai fartar!!!
Black Cat a 5 de Novembro de 2007 às 15:37

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