Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

03
Fev 08

Nos últimos meses tenho voltado aos velhos tempos.

Sempre que posso, vou dar uma voltinha pelos bares da moda e pelas discotecas que se ouvem falar de boca em boca. São momentos de puro lazer, diversão, e para deixar as boas energias fluirem. Deixam-me cansado, mas recompesado.

Contudo nos últimos 2 anos retenho que a noite de sexta feira deixou de pertencer aos jovens adultos- que é o que na realidade somos- para ser dos putos.

Se és adolescente gostas de dar o teu pezinho de dança, sexta é a tua noite. Por isso, para sair, se se tem mais de 25 anos, tem que se escolher muito bem onde se quer ir, caso contrário deparamos com uma multidão de adolescentes com o pito aos saltos, agarrados ao telemóvel enquanto em simultâneo dançam e curtem. É uma espécie de 3 em 1, mal amanhado!

Porém ao contrário de antigamente estes jovens perderam o controlo do que são e do que é divertir-se.

São quatro da manhã. Mais de cinquenta por cento usa as suas camisolas do capuz com orgulho, enquanto avança aos tombos pela 24 de Julho.

Ao fundo dois outros encontraram o espaço ideal para vomitarem, enquanto mais além um casal pensa que está em casa enquanto ensaia o kamasutra, em plena rua, ignorando tudo e todos.

Não é ser bota de elástico. Longe de mim, mas é um descontrolo louco. O som do vómito e da bebedeira habitual- longe do ocasional dos nossos tempos de teenagers- é como o som das cigarras no Verão. Continuo, alto e a cada esquina.

O mais engraçado, é que do outro lado, parados a meros metros de distância estão os paizinhos, orgulhosos de mais uma bebedira do filhote, que ainda nem atingiu os 15 anos, mas que sai há pelos menos 3! Estão parados ao longo de toda a 24 de Julho, e esperam o tempo que for necessário pelos seus rebentos...e só querem que ele apareça- Bêbado, vomitado, agarrado a 4 gajas, com um gajo...o que quiserem 

Eu que também já fui adolescente, apesar dos tempos terem sido outros, lembro-me perfeitamente de algumas regras simples:

- se queria vir para casa, vinha ou de autocarro de manhã ou vinha de taxi. Por isso os mil escudos pedidos- que hoje tenho a certeza que aquelas crianças gastam pelo menos 10 vezes mais- durante aquela semana tinham que dar para discoteca e para a viagem.

- os meus pais nunca me vinha buscar, a não ser que subitamente fosse atacado por alguma doença súbita.

- jamais deveria aparecer em casa bêbado. Isso era sinal que não voltava a sair tão depressa.

Pelos vistos as regras mudaram...e numa volta de 180 graus.

Como os tempos mudaram!

publicado por Psyhawk às 01:44

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