Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

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Out 04

Sinto que o mundo à minha volta anda a duas velocidades muitos diferentes e que nem sempre se compreendem. Duas forças que seguem em direcções opostas por momentos mas que de alguma forma ou de outra eventualmente voltam a seguir os mesmos caminhos. E subitamente até se sobrepõem! Confusos Óptimo! Expliquemos então.


 Os solteiros: Lutam por conseguir uma casa que lhes chegue e que não os arruine. A maior parte tem o coração demasiado riscado para se afortunar demasiado, mesmo assim procuram alguém com quem se conectar... o pior é que são cada vez menos as possibilidades. E as perguntas sobre um futuro casamento, feitas pelos parentes hávidos sempre de uma boquinha livre, parecem nunca mais sessar! Há ainda a vontade de se realizarem profissionalmente que parece que ocupa um grande espaço na vontade. Há claro a liberdade, o jogo de cintura e a capacidade da independência...


Os casados: a casa e o carro já cá cantam. Seguem-se agora os filhos. Um, dois, três... Há muito que os problemas do coração seguiram outras vielas e agora são as finanças que os preocupam. Gostam da paz, do sossego e de desenhar a vida para que não haja sarilhos no futuro lá á frente. Há ainda a benção da família, a falta de tempo, o capacidade do amor...


Duas velocidadades Dois métodos de encarar a vida


Difrentes formas de sentir, e de encarar o problema


Duas velocidades opostas que por vezes chocam e fazem mais barulho que problemas mas que nos põem a pensar: será que gostava de estar na pele dele?


 O certo é que acho que no fundo, não importa o quanto o neguem ambos invejam uma coisa um do outro: a liberdade, a família, a loucura, a paz...


 

publicado por Psyhawk às 21:34

4 comentários:
Mandras, concordo contigo no que se refere à primeira parte do texto. Acho que não existem solteiros e casados (com vs. no meio), mas sim pessoas. Quanto às duas últimas frases, penso de forma um pouco diferente. Considero que não podemos realmente idealizar as coisas como durando para sempre, mas também acho que, pelo menos no que respeita ao amor, este se pode ir transformando (não se tornando menor nem maior, pior nem melhor, apenas diferente).Há quem goste
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(mailto:anasmonteiro@zmail.pt)
Anónimo a 27 de Outubro de 2004 às 13:59