É como se fosse uma nuvem que tudo come e devora e se agarra a mim sem que haja razão relevante. É um sentimento tão escuto que em pouco tempo me sinto explodir como se dentro de mim estivesse um balão gigante que não para de encher.
Não há razões nem causas para estes momentos. É como se tudo fosse um acumular, um crescendo infindável que nos aperta o coração. O ditado que diz que somos como as garrafas, que estão sempre encher e que no limite deixam jorra tudo, não importa para cima de quem, comigo aplica-se na perfeição.
E não importa dizer que vou mudar. Ninguém muda assim do pé para mão. Apenas nos filmes de Hollywood onde os maus por artes mágicas se tornam os bons. Sinto-me impotente por me sentir assim e depois vazar a minha raiva sem mais quê nem para quê... e acreditem se quiserem, já jurei a mim mesmo que ia mudar. Até hoje, nada...mesmo nada. Aliás, acho que o tempo apenas fez com que as coisas se tornassem mais refinadas, e que este negro fosse mais negro. Nada mais.
Enfim, precisava tirar este peso de cima de mim...