Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

12
Ago 06

Ontem foi daqueles dias muito calmos no meu work, a ponto de ter estado mais tempo no MSN e no mail do que propriamente a fazer algo de útil. Também tenho direito né?

Subitamente, entre o meu nada que fazer, e as piadas que se iam lançando pela redacção recebi um telefonema. Infelizmente foi de pouca dura porque caiu logo. A rede no fim do mundo ainda é difícil de obter! Fiquei curioso porque tu, Carlos, nunca me telefonas... muitas vezes. Apenas para pedir contactos...LOL....

Peguei no telefone da empresa e liguei-te.

A conversa, tu sabes, não foi longa, mas, como tu próprio já escreveste no teu blog, fez-me voltar a trás no tempo.

Falaste naquela terrinha que foi palco de acontecimentos terríveis, belos e ao mesmo tempo diferentes. Falaste dos meus anos de faculdade, do meu grupo de amigos extinto, do qual até fizeste parte, da minha primeira paixão de jovem adulto. Recordaste-me da primeira grande briga por uma mulher,  de ter querido morrer pela traição de que fui alvo, da capacidade como as pessoas tinham de gostar uma das outras. Ouvi Crash! Boom! Bang! dos Roxette outra vez, e depois o Saturday Night, da Wighfield! E tu só disseste uma palavra: Montes.

O que uma palavra pode fazer à nossa vida!

Não tenho más recordações do local, não penso que tudo o que passei foi inútil, não julgo as pessoas pelas suas opções, não tento criar na minha cabeça a fantasia do que poderia teria sido. Apenas recordo com um sorriso aquela palavra e tudo o que para sempre me irá recordar. Deus...e já foi há tanto tempo!

Ok...nem vou olhar para as fotos. Eu estava de pera e barba, tu com o cabelo como um ninho de ratos. E sim, estavas mais gordo. A Su está com uam bruta mini saia. A Shivita está a sorrir como uma doida, ao lado do Hugo (que é feito de ti rapaz!?). Logo depois está a Ana, sempre magra.... O Ulisses está com um sorriso de quem já fez mais uma... e depois há outras pessoas, mas menos importantes. O inverno de 1994 e o de 1995...e aquela terra jamais será a mesma!

publicado por Psyhawk às 13:20
sinto-me:
música: Saturday Night- Weeghfield

2 comentários:
Bolas, amigo, foi mesmo um banho de memória. E desta vez és tu que me dás uma lição. Bom ou mau, o passado pode ensinar-nos alguma coisa, mas às vezes não precisa. O passado não tem de ser útil, não tem de ser monumental ou coisa alguma; apenas É. Está lá, como uma cicatriz na pele ou um tesouro que guardamos numa caixa den tro de um baú, escondido na arrecadação da mente. E se for mesmo a tal cicatriz, que diabo, de vez em quando passamos os dedos por lé e recordamos. Porque há dores que sabem bem.

PS: E sei de que fotos estás a falar. Cabeludo, gordoi e mal-vestido. Bolas, que o tempo não cura tudo mas algumas coisas ainda corrige ;).
Carlos a 14 de Agosto de 2006 às 21:39

Gostei imenso do texto. Longe das histórias e das personagens, senti-me parte de tudo.
Beguinha a 25 de Agosto de 2006 às 11:53

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