Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

22
Out 05

Eu sei que já me chamaram fundamentalista, que até já fui gozado por isto...pelo menos durante 4 anos, mas o certo é que durante todo o meu percurso académico universitário, tive muita honra e jeitinho para as tradições académicas, fossem eles as praxes- tanto amigos ai fiz ai- , as loucuras de quinta ou quarta á noite, os ralis das tascas, a benção das fitas e um sem número de tantas outras coisas e actividades, sempre acompanhado, claro está de capa e batina!


Não fui o único e muitos seguiram o exemplo que nos foi deixado pelos veteranos anteriores; tradições simples mas que, como mandam as regras académicas, para quem as gosta de usar ao peito, nos punham todos num pé de igualdade, uma vez que fosse na vida. Afinal, por algumas horas, eramos todos iguais, vestidos da mesma maneira, sem que ninguém soubesse quem era o mais rico, o mais pobre, o mais feliz ou infeliz...excepto pelas notas de conto na carteira, mas isso é outra história!


 Por isso é com quase irritação que vejo algumas tradições com que fui buzinado, vezes e vezes sem conta, e que passei, buzinando também, a caloiros que depois se tornaram colegas, as mesmas regras. Que, segundo ainda sei, persistem...mas... mas como diz, uma marca de Wisky que anda para ai: a tradição já não é o que era.


E ver trajes pervertidos é o que não falta


Elas: sainhas justas, malas, brincos, saltos de 10 cms, pintadas até mais não...


Eles: óculos de sol, camisas brancas mescladas, etiquetas o mais visiveis possíveis, capa a mais de 100 metros, batina do tamanho de um casaco...


E isto são só algumas das regras que vi pervertidas até agora...


E como um bom tradicionalista que fui e sou, apenas neste aspecto, aqui deixo algumas regras, que peço, que cumpram...não custam nada e é tão mais engraçado...pelo menos se se consideram assim tão académicos...


Elas: saia, apenas 4 dedos acima do joelho, não travada; casaco pouco cintado ou quase nada. Emblemas e pins de capa e batina impares. Proibidos óculos de sol, brincos indiscretos ou grandes, malas, pulseiras, camisas de folhos. Sapatos de tacão.


Eles: batina de tamanho correcto, pins e emblemas, na capa e batina em número impar. Nada de piercings, óculos de sol, malas, brincos vistosos. Sapatos de corda.


A todos: nada de livros ou malas. A única coisa onde podem transportar alguma coisa, e que não deve ser visível, é na capa de estudante, preta e discreta- normalmente com o símbolo da faculdade. Emblemas e pins devem ser dados. Rasgões, apenas no quarto ano. Capa cruzada apenas no quarto ano, ou em noite geladas. Cada capa deverá ter dobras consoante o número de anos que faltam para acabar o curso.


Quem não cumprir as regras...antes havia penas parvas, mas que mostravam o que era a tradição...mas andar para ai com uma tesoura só por andar...ainda me julgavam mais maluco do que sou


Será pedir muito manter estas tradições?

publicado por Psyhawk às 01:09

3 comentários:
Cara amiga Rita...

Não sei como vivem essas tradições nas faculdades nos dias de hoje. Pelo que vejo, uma miséria!- da qual se calhar até fez parte- Mas quando fui estudante, e não havia vagas a rodos para entrar para o estado (50 apenas em Lisboa, para Comunicação Social no ido ano de 1993!e mais umas 30 para o resto do pais- atenção que foi o ano em que mais pessoas concorreram para entrar nas faculdades e apenas 27 por cento o conseguiram...)quem ia para a particular não eram os ricos e poderosos. Iam porque queriam seguir com o futuro deles! E preferiam ir para o que queriam do que esperar anos a fio para conseguir a hipótese de chegar ao estado...e como não tinham cunhas! Enfim! Por isso havia poucas bombas a rodar pelas estradas...ao contrário do que sempre vi perto das faculdades estatais, onde ai sim, o dinheiro ambundava e de que maneira!
Na UAL....bem pelo contrário. E se quer saber, muitos até trabalhavam para poder pagar as propinas altas...que se calhar no seu caso foram dadas de borla pelo estado!
As tradições existiam e fortes! Pergunte a quem quiser que tenha frequentado a UAL entre 1993 e 1999. Se não conhece ninguém...eu apresnto-lhe umas poucas! Todas esperavm por chegar ao segundo ano para poder cumprir as regrazinhas académicas. O espírito era interior e exterior...não o que vejo para ai agora, fruto provavelmente dos seus tempos!
Não foi só em Coimbra que esse espírito se vivia. Por cá também. mas os tempos agora são outros e com muita pena minha vejo o que vejo!
Com isto acho que chega não....Psyhawk
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(mailto:hugoalves@netcabo.pt)
Anónimo a 29 de Outubro de 2005 às 12:43

Caro Hugo, deixe desmistificar-lhe uma coisa: em Lisboa não há, nem nunca houve, tradição académica. Muito menos numa universidade privada como a que andou, onde era muito normal ver-se os meninos e as meninas chegarem em grandes bombas e onde alguns corredores e pátios mais pareciam as passerelles da Moda Lisboa. Não digo no seu curso, nem que todos podem ser postos no mesmo saco, mas era uma larga maioria. A minha opinião em relação à capa e batina é que essa indumentária só era utilizada pelas pessoas da tuna ou por alguns pretensos Drs. que utilizavam as associações de estudantes para se baldarem a exames, terem épocas especiais, e algumas mordomias só disponíveis para alguns. Não funciona como por exemplo em Coimbra, onde a capa e batina são a indumentária diária e usual, estranho é quando não se veste. Por cá, o facto de se comprar a indumentária para a bênção das fitas é na minha modesta opinião uma imensa hipocrisia, cada um veste o que tem, e não é pelo facto de ir ou não trajado, que incorpora melhor ou pior o espírito académico, porque esse ou está dentro do nós ou nunca o conseguiremos ter.
Fica bem.Rita
(http://www.s.pt)
(mailto:rita.costa.s@clix.pt)
Anónimo a 28 de Outubro de 2005 às 12:53

Hugo, ainda bem q n fomos colegas de faculdade, senão irritavas-te muito comigo... fato cinza, gravata preta padronizada, óculos de sol versace e sapatos Miguel Vieira, tudo no dia da benção das fitas!! hehehe, quebrei muito as regras? já n se pode estar bonito? ;)Vasco
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Anónimo a 23 de Outubro de 2005 às 23:55