Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

17
Out 05

Não há quem não goste de uma boa ficção científica. Especialmente agora que os efeitos especiais estão cada vez mais jeitosos e tornam a fantasia cada vez mais real.


Por isso na última semana visitei o cinema duas vezes para ver filmes do género. Primeiro o tão apludido Serenity... depois Stealth, com o oscarizado Jamie Foxx. E aquilo que podia ter sido uma boa semana cinéfila revelou-se uma tragédia (com a fabulosa excepção de Must Love Dogs, que não é para aqui chamado, mas é uma verdadeira ternurinha).


Serenity era talvez aquele que mais me chamava a atenção. Havia lido várias críticas nacionais e internacionais, onde o filme era apludido de pé, e onde até havia quem pedisse a George Lucas para ver como se fazia um bom filme de ficção, com excelentes diálogos e uma boa história. Portanto mais entusiasmado fui. Afinal não é fácil, mesmo para os muitos detractores que há por ai, deitar a Guerra das Estrelas I, II, e III para o lixo assim sem mais quê nem para quê! E o que vi...foi uma completa e absoluta miséria. Serenity é um filme de série B, que como episódio televisivo seria perfeito, mas como longa metragem é uma seca. As personagens, e olhem que são uma catrefada delas, não são bem desenvolvidas, a história é pobrezinha e até a arma secreta é de bradar aos céus! São desilusões após desilusões em quase duas horas de filme que não vão a lado absolutamente nenhum. Que recado seria aquele para George Lucas? O único que vejo é: este é mesmo um mau filme. Nunca faças nada assim! A única coisa que vale a pena para o homem que já realizou Buffy the Vampire Slayer (a série não filme) são alguns dos diálogos, em tudo semelhantes no srcasmo e na irreverência aos da premiada série.... Mas até ai há falhas...embora confesse tenha rido com três ou quatro tiradas. Prometia muito...entregou pouquissimo!


Quanto a Stealth é outra miséria. Nem Jamie Foxx o salva. Antes pelo contrário! Estar lá ele ou um actor de terceira categoria seria o mesmo. A história do avião robôtico que se revolta é pobrezinha até mais não, o argumento das personagens é paupérrimo e não vai nem volta, e os actores que nem são maus, parecem perdidos no meio de tanta exposão, vôo picado e reviravolta aérea. Na realidade é um cansaço. Porque a acção é tanta que uma pessoa chega ao fim do filme a pedir para pararem a coisa. Mas o pior é a solução final: tornarem o robozito bom ...de bradar aos céus. Portanto já vêem que a coisa correu bem...


Já agora gostava de dizer aos senhores do Olivais Shopping, onde já não ia há um tempo, que os créditos finais são para passar até ao finzinho e não para serem interrompidos só porque na sala só restam duas sou três pessoas. É que esses mesmos, parvos por terem ficado,  estavam à espera de um pequeno twist que, se o filme tivesse rendido dinheiro no box office americano- o que não fez- haveria caso  não tivessem cortado só porque queriam ir todos mais cedo para casa. Por isso mesmo tive que ir à internet ver a coisa. Haja paciência para os donos destas salas.

publicado por Psyhawk às 23:27

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