Onde todos podem uivar o que quiserem... vejam por mim!

06
Out 05

Sempre, ou pelo menos, ou melhor que posso, respeito as vontade dos outros e as suas decisões. Não me meto com o que fazem, dizem, ou escolhem. Excepto quando mexe comigo. Ai o leão meio amançado, sai do esconderijo, transforme-se em tigre e lança-se num salto mortal.


Pois é o que acontece agora. Já fui atacado pelo que faço vezes e vezes sem conta sem mexer por ai além. Já me disseram mesmo que não escrevo, invento, sem nunca terem estado mais de cinco minutos ao meu lado a trabalhar. Mas na realidade nada sabem o que faço, quanto trabalho dá, e o que é fazer jornalismo cor de rosa. Sim, faço-o e com orgulho. Porquê??????????????


Uns, que nem quero referir nomes, só porque se dão com aqueles que chutam à bola, acham que fazem o mundo girar, que tem a profissão mais nobre do mundo e que no fundo, são perfeitos.


Estou-me a borrifar se estão no Público, no Record ou no raio que os parta. O que sei é que fazem a mesma merda que todos os outros, só que tem medo de admitir, porque sentir-se-iam menores só por isso. Escarafuncham na vida de quem joga à bola e mais nada. Para na maior parte das vezes ecsreverem mentira atrás de mentira. Ou seja o mesmo que nós. Porque é das dúvidas que vem muitas vezes as certezas. Porque é dos erros que chegam as verdades. No fim, fazemos todos a mesma merda. A única diferença é que uns tem a humildade de saber que na realidade jornalismo é tudo a mesma coisa, enquanto que outros acham que chegaram ao topo do mundo só porque o Cristiano Ronaldo já lhes deu 5 minutos de atenção.


Por favor, acordem para a realidade.


É tudo o mesmo.Na realidade é cor de rosa, só que sem a cor.... porque o resto está lá tudo.

publicado por Psyhawk às 21:18

Se a minha opinião for benvinda, cada um ganha a vida como pode. A imprensa cor-de-rosa nunca foi reconhecida por não ser considerada jornalismo, é puro "gossip". É um trabalho como outro qualquer e tem o seu mérito porque é fruto de um esforço de investigação, independentemente do objecto que estamos a investigar e da forma como o estamos a fazer.
Há pessoas que não o conseguem fazer, que preferem continuar desempregadas ou introduzir dados numa empresa em part-time para ganhar dinheiro. Eu sou uma delas. Mas apenas porque não consigo ser indiscreta ao ponto de perguntar à pessoa X com quem ela anda a dormir, não porque esse tipo de publicações não foi o que sonhei na faculdade ou porque é um trabalho menor ou porque trabalhar no Público é que é digno. Trabalho menor é onde não nos pagam! Trabalho menor é trabalhar de graça!
Afinal o que eu sempre sonhei antes da faculdade era ser jornalista de guerra, depois da faculdade era ser jornalista e depois do estágio era ganhar dinheiro. Provavelmente nenhum de vocês era capaz de fazer o que eu faço: ligar às pessoas a pedir dinheiro, ameaçar de tribunal e penhora e ligar sem escrúpulos para casa dos viznhos à procura da pessoa em questão. Não é menos digno que o vosso.
O que está aqui em causa é sabermo-nos agarrar aos nossos princípios e limites para saber se vale a pena ganhar mais num sítio onde não se consegue dormir bem depois de um dia de trabalho.
Dormimos?Peanuts
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(mailto:tixa23@netcabo.pt)
Anónimo a 12 de Outubro de 2005 às 22:12

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